Para ler e refletir...

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Não passe tão indiferente só porque eu não sou gente, só porque não sei falar.
Também sou um ser vivente, sinto as dores que você sente
mas não posso me expressar.
Sou um bicho abandonado, pela vida maltratado
quase sempre escorraçado,até mesmo apedrejado!
Vivo sedento e faminto, ninguém quer saber o que sinto!
Se fico doente e triste vejo logo um dedo em riste.
E vem a sentença fatal:
- Melhor matar este animal!
- Ele deve estar raivoso!
Para sua comodidade vive dizendo inverdade, fazendo muita maldade,
seu mentiroso. Mesmo que esteja raivoso, já foi descoberta a vacina.

Mas para a sua raiva humana, ainda não existe remédio, nenhuma medicação,
com toda sua evolução, na história da medicina!
Você mata o próprio irmão, faz guerras assalta, mata com ou sem razão, às vezes por ambição!É bem pior que eu, que chamam de vira-lata!
Olhe bem pro meu semblante:
- Estou triste, apavorado, pois, a qualquer instante,
posso ser sacrificado! Mas você não se importa nem com o seu semelhante!
- Você sim, está doente, egoísta, indiferente.
Mas se algo ruim lhe acontece
logo lembra que há Deus, chora, reza e faz prece...
mas Deus só ajuda aquele que de todos se compadece.
Lembre-se do que escreveu
São Francisco de Assis:
- Quem maltrata um animal jamais poderá se
r feliz nunca...!

Fábio Paiva

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Encontrei seu Cão
Autor desconhecido

Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já têm vários cães; aqueles que não têm nenhum não querem um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.

Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura... Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.

Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.

Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d'água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.

Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou aquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando - depois de dias de sofrimento sem água ou comida.

Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei. Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.

Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento. Seu cão morreu.

Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá... E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.

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Nosso Poder de Não Praticar o Mal
Milan Kundera - "A Insustentável Leveza do Ser", 1983

"Nietzsche está saindo de um hotel em Turim. Vê diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, abraça-lhe o pescoço, e  sob o olhar do cocheiro, explode em soluços. Isso aconteceu em 1889, e Nietzsche já  estava também distanciado dos homens. Em outras palavras: foi precisamente nesse  momento que se declarou sua doença mental. Mas, para mim, é justamente isso que  confere ao gesto seu sentido profundo. Nietzsche veio pedir ao cavalo perdão, por  Descartes. Sua loucura (portanto seu divórcio da humanidade) começa no instante em  que chora sobre o cavalo.”

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"Todos definem saudade, mas nunca ninguém a viu.
eu a vi, nos olhos de um cão, quando seu dono partiu."
Olympia Salete Rodriguez

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"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante "
Albert Schweitzer - Nobel da Paz 1952

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Tributo a um cão:

"Senhores Jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o Sol na sua jornada através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilégio maior de acompanhá-lo para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e o seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado da sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança, mesmo à morte."

Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador George G. Vest (então advogado),
que representou o proprietário de um cão morto a tiros, propositalmente pelo vizinho.O fato ocorreu há um século na cidade de Warrensburg, Missouri, EUA.
O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão na cidade e seu discurso está inscrito na entrada do Tribunal de Justiça ainda existente na cidade.

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Creation

When God had made the earth and sky,
the flowers and the trees,
He then made all the animals
the fish, the birds and bees
And when at last He'd finished
not one was quite the same.
He said: I'll walk this world of mine
and give each one a name.
And so He travelled far and wide
and everywhere he went,
a little creature followed Him
until it's strength was spent.
When all were named upon the earth
and in the Sky and Sea,
the little creature said "Dear Lord,
there's no name left for me."
Kindly the father said to him
"I've left you to the end.
I've turned my own name back to front
And called you DOG, my friend".

Author Unknown

Criação

Quando Deus fez a terra e o céu,
as flores e as árvores,
Ele então fez todos os animais 
o peixe, os pássaros e abelhas
E quando afinal Ele terminou
nenhum era totalmente igual.
Ele disse: Eu caminharei este mundo meu
e darei para cada um um nome.
E assim Ele viajou longe e largo
e em todos lugares que Ele foi,
uma pequena criatura O seguiu
até que sua força estava gasta.
Quando todos foram nomeados na terra
e no Céu e Mar,
a pequena criatura disse " Querido Senhor,
não permanece nenhum nome para mim ".
Amavelmente o Pai disse a ele
" Eu o deixei para o fim.
Eu retrocedi meu próprio nome
E chamei você de DOG(*), meu amigo ".

Autor desconhecido 
                                                                        (*) Cão

Lei de Crimes Ambientais

Nº 9605 - Fevereiro de 1998
Capítulo V
Dos crimes contra o meio ambiente
Seção I
Dos crimes contra a fauna
Art.32 - Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º - A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Presidente da República